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Mensagens

Oath / Voto

The thing is... I'm no longer in it for the "lulz", I'm not in it for the righteousness, I'm not in it for my soul, I'm not in it for glory, for recognition, fame... I'm in it despite all that. There's no hope, no fear, no joy, no regret. Only life. And on the lack of a better role model I will be it. I will do what I must. I will bring this dark cruel wicked world to its knees one desperate soul at a time, one inner demon at a time... Until my own time is done. A questão é que... Já não estou nessa pela piada, não estou nessa pela rectidão, não estou nessa pela minha alma, não estou nessa pela glória, reconhecimento, fama... Estou nessa apesar disso tudo. Não há esperança, nem medo, nem alegria, nem arrependimento. Apenas a vida. E na ausência de melhor exemplo, cumprirei eu esse papel. Farei eu o que tenho de fazer. Farei com que este mundo frio, cruel e traiçoeiro se ajoelhe, uma alma desesperada de cada vez, um demónio interior de...

De dignitate

Os helénicos, aprendi eu numa qualquer aula de latim ou de cultura clássica, achavam aberrante a noção de submissão a fosse o que fosse. Se algo, Deus ou humano, te pedisse ou ordenasse uma posição de submissão e de voluntária fragilidade, não seria, pela lógica, tão poderoso quanto o que se suporia (um Senhor que precise que um servo se jogue por terra para mais comodamente o pisar, não terá tanto poder que não o consiga fazer com o servo de pé). Quando Xerxes e outros invadiram as penínsulas e arquipélagos da Magna Grécia, os primeiros mensageiros levavam instruções de sugestões de submissão e rendição antes da guerra; isso era aberrante para o grego comum que estaria até disposto a negociar uma rendição mas nunca a submeter-se incondicionalmente. Aos próprios Deuses locais, ao próprio Zeus, eram dirigidas preces, orações, sacrifícios e holocaustos de pé, cabeças erguidas; no alto da dignidade humana reconheciam-se os Deuses como superiores. Aos Deuses do Olimpo dirigiam-s...

Pathos

A culpa foi mi n ha... Foi clarame nte mi nha... Quem me ma ndou  na arrogâ ncia dos verdes a nos ter eu, mortal fraco e ridículo, afro ntar todos os ambula ntes  negros? Como se  nada jamais mudasse  numa vida. Eu sabia. A mi nha hybris desvela-se  neste pathos. Desde cedo te nho co nhecime nto das três magias: a bra nca da bo ndade e da misericórdia, da tempera nça e do amor; a  negra do egoísmo, da vi nga nça, da agressão, do oportu nismo; e a mais perigosa e i nso ndável das três, a ci nze nta, através da qual quase tudo se dá e todos os so nhos quase se realizam para serem roubados ao faltar um mover de mão para a co ncretização....  Fui cruel e desapaixo nadame nte alvo da terceira, estou em crer.
Não me venham falar de amor... Já não... Não mais. Não me falem de paixões e de dores, de medos e pavores de não ser desejado ou traído. Amor não permite traições... Existem dores e medos de perda mas a única perda possível é a do roubo da morte... Não se ama alguém em pleno até se ser uno com essa pessoa de forma irremediável. Até que um terceiro elemento prove que um mais um não são apenas dois....

Relíquia

É tão só isto... A minha torre, o meu lar mental ao qual convido incautos deambulantes, será provavelmente o maior legado para o meu futuro dragão- bebé. Sei que em falhando ou faltando no futuro, será esta uma fortaleza da solidão do meu Kal-El. Espero-o... Espero estar ao nível, ser sensato o suficiente, ser sábio o suficiente, ser sagaz o suficiente e conseguir deixar a diferença entre cada uma destas características evidente o suficiente para que o meu dragãozinho possa desenvolver cada uma separadamente e finalmente todas juntas... Alá disse que para um homem se sentir completo deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Peço desculpa antecipadamente porque se não conseguir escrever mais que esta minha Torre, tome-se esta pelo livro requerido.
Somos tão semelhantes, tu e eu. Ouvimos as mesmas músicas, vemos os mesmos programas de TV... Vemos o mesmo mundo da mesma maneira. Somos cínicos e sarcásticos, irónicos e condescendentes. Temos para nós os mais altos padrões e expectativas e temo-nos em tão alta conta que entramos no paradoxo de deprimir à decepção e à falha no cumprimento do que contamos para nós. Somos vítimas que escolhem e aceitam os seus agressores. Fazemo-nos acompanhar deles e somos programados por juízes sociais todo-poderosos aos quais obedecemos inconscientemente, gratos pela atenção dispensada. No outro dia andei sem ligação ao mundo quase todo o dia. Deixei o telemóvel em casa. Ah, o silêncio...! Perturbador e desconfortável silêncio... Sem paz, sem alívio, sem pausa para o pensamento. A minha mente sem trela já não deambula. Fica queda. Imóvel. Em boa verdade, primeiro...

Mars imperator

Quando o Homem ainda não era bem Homem, uma criatura viu uma fruta. Pela fome, quis comê-la. Outra criatura viu a mesma fruta e da mesma fome também a quis comer. Isso não fez de nós humanos mas prendeu o animal que luta por comida e supremacia em nós. Na primeira contenda de mãos e pés, ganhou quem usou a pedra e a rocha. Quando o Homem se aproximou do Homem, já tinha aprendido a fazer o seu ninho perto das frutas e a devolver o resto do que não comia à Mãe-Terra para que Ela lhe devolvesse mais e mais fruta, mais e mais cereais, mais e mais pasto para os animais que (já não) tínhamos de caçar; outro Homem que já sabia tudo o que era necessário à sobrevivência do Clã viu a fruta, os cereais e o gado e quis- los para os seus. Num combate de pedras e paus ganhou quem usou a espada e o metal. O Homem tornou-se mais Homem. Erigiu monumentos a si mesmo na forma dos Deuses que o benefic...