Avançar para o conteúdo principal

"E o melhor do mundo são as crianças... a brincarem..."

No caso do meu primo, com o Grand Theft Auto San Andreas para a PS2... que mete seringas, preservativos, car jacking, droga, prostituição, lutas de gangs, e coisas assim....
Não, leitores, vocês tinham de ter visto os olhinhos daquela criança a brilharem só porque fui ao google pesquisar códigos para o dito jogo... Foi uma noite em que de 2 em 2 minutos o pequenito me pedia um código novo... Invulnerabilidade, acesso a um qualquer modelo de veículo de 2, 3, 4, ou sem rodas, possibilidade de os carros voarem, explodirem, contrariarem o efeito da gravidade em caso de choque ficando a pairar no nada celeste virtual, conduzirem jactos de combate, helicópteros militares, camiões-monstros... uma miríade de truques e dicas que permitem cortar os poucos elos que ainda vão ligando aquele universo ao real e que deixam o meu primito todo contente... e é ver o cachopo, controlando a sua personagem dizendo "olha, olha, olha agora! Vou rebentar-lhe com a cabeça!..." e, quando olho, vejo aquela pequena semente de cidadão, de sujeito activo na sociedade, a sacar de uma arma de sniper em cima de uma ponte e a fazer mira à cabeça de um transeunte que passava em baixo.... Acto contínuo: o som do disparo, a cabeça desaparece e em nome da lógica o corpo cai com um jorro de sangue a sair do pescoço....
Dá vontade de ver toda a juventude que hoje gosta deste tipo de jogos a crescer e a tirar a licença de porte de armas ou o brevet de aviador.... < )
Ainda dizem que não há coisas belas na vida...

Comentários

blonde disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
blonde disse…
hummm... e quem é que lhe deu os códigos???
e quem é que o deixa jogar uma coisa tão violenta???
é horrivel!!! já experimentaste pôr a criança a jogar Bubbles, a brincar com nenucos, carros de bombeiros, Barbies e Kens???
não sei, são só algumas ideias...

Mensagens populares deste blogue

Nemo

Este sou eu, para sempre Um dos perdidos.. Aquele sem nome, Coração franco como bússola. Este sou eu, para sempre, Um sem nome.. Estas linhas, a última busca Para encontrar a perdida linha de vida. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. Meu coração amante, perdido na escuridão, Pela esperança daria tudo de meu. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. De uma vez por todas E de todas por uma, Meu nome é Nemo para a eternidade... A minha flor presa entre As páginas 2 e 3, O desabrochar momentâneo e perene Desaparecido com os meus pecados. Caminhar a negra via, Dormir com anjos, Invocar a ajuda do passado. Toca-me com o teu Amor E revela-me o meu nome real........... Nemo - Nightwish

Pela boca morre o peixe

Ok,vocês sabem que: 1 - eu adoro os gato fedorento; 2 - eles são 75% benfiquistas, facto que eu "desgosto", sendo que os restantes 25% é lagartice.... Conhecem o ditado do título? Poooois.... BAI BUSCÁ-LA!!!!

parte 1

É atirada ao material uma criança... Um bebé que viria a ser uma criança... À carne, ao físico, ao tempo e espaço. Depois, contextualiza-se e integra-se essa criança num todo... Um grupo de condicionantes e fatores de como é suposto ser tudo. Um status quo inescapável de outros seres semelhantes que surgiram antes... Expectativas, padrões, normalidades, regras e o indivíduo neófito submete-se naturalmente à força passiva dos tantos contra nada, como se não houvesse qualquer violência envolvida. Não é explicada qualquer existência de quebras ou excepções ao padrão... Até o indivíduo se aperceber que é, ele próprio, uma excepção em algo... Há nele uma latente fuga às normas e não sabe que a fuga às normas é em si mesma normal...  Este é o primeiro conflito real do ser: admitir-se excepção ou refutar-se enquanto tal. A uma criança contextualizada no tácito contato social e sobreimposto status quo, ser a excepção em algo fundamental como, digamos, um núcleo familiar standardizado, cons...