Avançar para o conteúdo principal

parte 1

É atirada ao material uma criança... Um bebé que viria a ser uma criança... À carne, ao físico, ao tempo e espaço.
Depois, contextualiza-se e integra-se essa criança num todo... Um grupo de condicionantes e fatores de como é suposto ser tudo. Um status quo inescapável de outros seres semelhantes que surgiram antes... Expectativas, padrões, normalidades, regras e o indivíduo neófito submete-se naturalmente à força passiva dos tantos contra nada, como se não houvesse qualquer violência envolvida.
Não é explicada qualquer existência de quebras ou excepções ao padrão... Até o indivíduo se aperceber que é, ele próprio, uma excepção em algo... Há nele uma latente fuga às normas e não sabe que a fuga às normas é em si mesma normal... 
Este é o primeiro conflito real do ser: admitir-se excepção ou refutar-se enquanto tal.

A uma criança contextualizada no tácito contato social e sobreimposto status quo, ser a excepção em algo fundamental como, digamos, um núcleo familiar standardizado, constitui um inescapável obstáculo de absurda abordagem. A resposta simples ao existencial "de onde vimos" não se cumpre senão no teórico, no abstrato, no empírico... Na aceitação de opinião ou noção alheia. E quando essa vítima da excepção se recusa a aceitar o caráter passivo que lhe é imposto de que nada pode fazer para se excluir da excepção, quando mais que a aceitar a impõe num simulacro de imposição por vontade própria algo que lhe foi em verdade imposto, decorre de imediato um abraço de, mais que aceitação, desejo de reconhecimento pelo alegado esforço em se eximir do papel de vítima. Uma elementar injustiça imposta por este ser para compensar e justificar uma injustiça que não chega a ser e que lhe foi imposta.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Nemo

Este sou eu, para sempre Um dos perdidos.. Aquele sem nome, Coração franco como bússola. Este sou eu, para sempre, Um sem nome.. Estas linhas, a última busca Para encontrar a perdida linha de vida. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. Meu coração amante, perdido na escuridão, Pela esperança daria tudo de meu. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. De uma vez por todas E de todas por uma, Meu nome é Nemo para a eternidade... A minha flor presa entre As páginas 2 e 3, O desabrochar momentâneo e perene Desaparecido com os meus pecados. Caminhar a negra via, Dormir com anjos, Invocar a ajuda do passado. Toca-me com o teu Amor E revela-me o meu nome real........... Nemo - Nightwish

Pela boca morre o peixe

Ok,vocês sabem que: 1 - eu adoro os gato fedorento; 2 - eles são 75% benfiquistas, facto que eu "desgosto", sendo que os restantes 25% é lagartice.... Conhecem o ditado do título? Poooois.... BAI BUSCÁ-LA!!!!