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Mensagens

O que nos leva em múltiplas direcções e no entanto parece um rio, recto e certo? O que é que nos aparta de nós próprios, nos faz esquecer o simples e focar o complexo?... O que é que nos faz duvidar do seguro e agarrarmo-nos com todas as forças do nosso ser a uma dúvida? O que é que nos leva ao céu e ao inferno, nos faz brilhar mais que o sol e nos escurece mais do que qualquer noite? O que é doce como o mel e amargo como limão, belo como um prado de flores e horrível como um pântano estagnado? O que é que nos mantém coesos e absolutos, que nos desfragmenta e nos esquarteja? O que é que nos magoa e nos mantém a pedir mais? O que é que nos faz temer perder uma dor? O que é que empurra para abismos profundos e nos ergue a qualquer montanha? O que é que nos faz temer a segurança e desejar o inseguro? O que é que me deixa só, na minha torre, a fazer perguntas blasfemas e inoportunas? O que é que me acompanha, dentro de mim, onde quer que eu vá, onde quer que eu esteja?.... O que é isto?

O mundo é arte

"Será que o vento precisa de nuvens? Será que o mar precisa de ondas? Será que a terra precisa de montanhas e vales? Será que o fogo precisa de luz ou chama? Quando é que se dá valor ou se repara nestas primeiras coisas, sequer, senão quando acompanhadas das segundas? Necessidade? Não. Os Deuses não tiveram necessidade de criar nada. Decidiram apenas fazer arte... A pintura de um céu azul com nuvens de cores variáveis. A dança de marés e ondas enrolando-se junto à praia ou erguendo-se em alto-mar, numa tempestade. A escultura de imponentes montanhas erguendo-se às planícies e de infindáveis desfiladeiros polidos. E o teatro de uma chama que como qualquer peça nem um início e um fim, variando em intensidade e fulgor consoante o aplauso do combustível. Necessidade? Não. O mundo é arte." Devaneios de uma gárgula....

Quot dies...

Todos os dias vejo o sol nascer. Tempos houve em que o via descer e lhe prometia "vai-te, senhor do Dia, eu te espero até voltares...". Hoje, todos os dias como hoje, vejo-o nascer apenas porque me mantenho a pé mais tempo do que Ele. Porque, mesmo nos dias mais longos, me levanto de minha cama quente quando a bola dourada ainda não se vê no Leste longínquo... E saúdo-o quando já vou em viagem, enquanto me encaminho para o meu dia. Antes de sair de casa, todos os dias, ensaio algo para comer ou beber e quebrar o jejum. Não é fome, é dever. É saber que o meu corpo precisa de sustento mais do que a minha consciência se apercebe. Pegar em algo de alimento para a jornada, partir antes que a família (ou o Mundo) sonhe em acordar. Chegado ao local onde o sono e o dever se fundem e confundem, ainda sem que a larga maioria das pessoas que conheço pense em acordar, esperam-me duas horas, talvez mais, de imobilidade erecta. Dividir e organizar. Compatibilizar, detectar erros, corrigí-l...

Os dias da alma

Ele há dias em que a minha alma me mantém apartado de mim mesmo. Dias em que temo por saber e sei por temer que as minhas acções nas vidas dos outros pesam na minha consciência e que as reacções dos outros na minha vida se tornam como uma capa de chumbo. Outros dias há em que, tendo direito a três horas de sono e à escravatura social imposta impreterivelmente ao quotidiano, contra todas as expectativas ou lógicas biológicas abro as asas e ultrapasso condicionantes e condicionalismos, objectos e objectivos, alçando vôo e arrastando o mundo atrás de mim com uma leveza desconcertante. A minha alma tem marés. Marés que me afogam ou me levam a vogar... Marés que me empurram para a dura realidade da praia ou para o mar alto da incerteza. O porto de abrigo por que me tomam, por que me têm, fraqueja por vezes e sai noutras vezes reforçado. Qual a utilidade de um cais seguro se não houver barcos dispostos a ancorar, a protegerem-se de intempéries nesse mesmo cais? De que servirá um dado porto s...
You're still awake and I can feel the tears dryin' on your skin And I wish that they were mine I touch your hand, I kiss your lips to make you feel I'm there Just to hold you through this night The weight of the world, this burden on your shoulders Demons of the past, will they ever disappear? Memories of withered dreams, illusions torn and gone Remaining scars no one can see This end of innocence and though it made you strong Your inner wounds, a part of me I only wish to be the one you can rely on Do you feel I care, care for all I have with you When curtains fall and the lights begin to fade There's only us and all masks are obsolete You're still awake and I can sense a smile upon your face So glad to have you by my side Draw back my hand and let the sleep's relief enter its place Close your eyes, sleep well tonight My love, feel safe tonight. Xandria - Lullaby

Ying e Yang

Nunca me apercebi do quão bem representa o equilíbrio o símbolo do Ying e Yang... A luz e a escuridão... o branco e o negro.... A forma como o todo, representado pelo círculo, se encontra dividido, não de uma forma liminar e rectilínia, mas numa compenetrante e ondulante linha que divide tão bem ao meio a área do círculo como se de uma recta diametral se tratasse.... paradoxal.... O movimento estático impresso naquele símbolo em que, sabendo nós que ambas as partes se encontram imóveis, aparentam ambas estar apostadas numa permanente busca, uma perseguição, uma da outra.... A completude expressa na dicotomia do facto de o mais negro dos negros ter sempre um ponto branco e por consequência o mais belo e alvo dos brancos ter de ter sempre o seu ponto negro... Recorda-me que aqui há anos a Pepsi se terá apercebido vagamente da beleza díspar desta dicotomia cromática, porém, tentando talvez refugiar-se de elações óbvias de parte da sua clientela, manteve a sugestão alterando a combinação c...

Dark love (revised)

There was a hot wind On a Summer day... A dark love wing Flying on its way... The nights, so hot, So large and dry. You never cared a lot Whenever should i die... You told me goodbye Without a kiss... Dare not now to defy What i do no longer miss! You don't want me(,) dear... You don't need me there... You don't have to fear 'Cause there ain't no regrets. So forget my love, So forget my past, Other else my grave Will give me no rest.... Forget all my love, Forget all our past, Forget all we made, Forget it all!... While you still can. While you still can... While you still can........ There is a dark wing On a sorrow noon... I can't tell who sinned Nor who was the fool... Dark Love (Revised) - Dahnak