Por umas horas tive vinte, não vinte e quinze... Por umas horas, era eu, o âmbar escorregadio, caras conhecidas de silêncios que se entendem, as cordas a vibrar e nada... Mais nada do que trouxe as linhas que trago marcadas fundas na alma e no rosto.
Tudo simplificado como quando era simples. Por momentos....
"Tu não envelheces?!", dardejam-me... Na alma, aqui, não. Para quê? Quando era da idade que pus perguntavam-me se não iria crescer um dia e chamavam-me tolo. Fui tolo e cresci, mas não tão tolo que não trouxesse um pouco do passado escondido no fundo da algibeira.
O Homem do Leme Sozinho na noite Um barco ruma, para onde vai? Uma luz no escuro Brilha a direito, ofusca as demais... E mais que uma onda, mais que uma maré, Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé, Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme... E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser... E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder... No fundo do mar Jazem os outros, os que lá ficaram. Em dias cinzentos Descanso eterno lá encontraram... E mais que uma onda, mais que uma maré Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder. E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder. Xutos e Pontapés - O Homem do Leme
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