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Lear

"Edmund - Essa é a maravilhosa tolice do mundo: quando as coisas não nos correm bem - muitas
vezes por culpa de nossos próprios excessos - pomos a culpa de nossos desastres no sol, na lua e nas
estrelas, como se fôssemos celerados por necessidade, tolos por compulsão celeste, velhacos, ladrões e
traidores pelo predomínio das esferas; bêbedos, mentirosos e adúlteros, pela obediência forçosa a
influências planetárias, sendo toda nossa ruindade atribuída a influência divina... Ótima escapatória para
o homem, esse mestre da devassidão, responsabilizar as estrelas por sua natureza de bode. Meu pai se
juntou a minha mãe sob a cauda do Dragão e minha natividade se deu sob a Grande Ursa: de onde se
segue que eu tenho de ser violento e lascivo. Pelo pé de Deus! Eu teria sido o que sou, ainda que a mais
virginal estrela do firmamento houvesse piscado por ocasião de minha bastardização.
"

SHAKESPEAR, William; Rei Lear, Acto I, Cena II

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Nemo

Este sou eu, para sempre Um dos perdidos.. Aquele sem nome, Coração franco como bússola. Este sou eu, para sempre, Um sem nome.. Estas linhas, a última busca Para encontrar a perdida linha de vida. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. Meu coração amante, perdido na escuridão, Pela esperança daria tudo de meu. Oh, como eu desejo A branda chuva, Tudo o que eu quero é sonhar de novo. De uma vez por todas E de todas por uma, Meu nome é Nemo para a eternidade... A minha flor presa entre As páginas 2 e 3, O desabrochar momentâneo e perene Desaparecido com os meus pecados. Caminhar a negra via, Dormir com anjos, Invocar a ajuda do passado. Toca-me com o teu Amor E revela-me o meu nome real........... Nemo - Nightwish

Interpretem como quiserem

O Homem do Leme Sozinho na noite Um barco ruma, para onde vai? Uma luz no escuro Brilha a direito, ofusca as demais... E mais que uma onda, mais que uma maré, Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé, Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme... E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser... E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder... No fundo do mar Jazem os outros, os que lá ficaram. Em dias cinzentos Descanso eterno lá encontraram... E mais que uma onda, mais que uma maré Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé Mas vogando á vontade, rompendo a saudade Vai quem já nada teme, vai o homem do leme E uma vontade de rir Nasce no fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder. E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder. Xutos e Pontapés - O Homem do Leme