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O Captain, my Captain...!

"We don't read and write poetry because it's cute. We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion. And medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love, these are what we stay alive for. To quote from Whitman, "O me! O life!... of the questions of these recurring; of the endless trains of the faithless... of cities filled with the foolish; what good amid these, O me, O life?" Answer. That you are here - that life exists, and identity; that the powerful play goes on and you may contribute a verse. That the powerful play goes on and you may contribute a verse. What will your verse be?" De SCHULMAN Tom, "Dead Poets' Society", por WEIR Peter, 1989, USA.

Poema em Linha Recta

Nunca conhecí quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasito, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala c...
O que nos leva em múltiplas direcções e no entanto parece um rio, recto e certo? O que é que nos aparta de nós próprios, nos faz esquecer o simples e focar o complexo?... O que é que nos faz duvidar do seguro e agarrarmo-nos com todas as forças do nosso ser a uma dúvida? O que é que nos leva ao céu e ao inferno, nos faz brilhar mais que o sol e nos escurece mais do que qualquer noite? O que é doce como o mel e amargo como limão, belo como um prado de flores e horrível como um pântano estagnado? O que é que nos mantém coesos e absolutos, que nos desfragmenta e nos esquarteja? O que é que nos magoa e nos mantém a pedir mais? O que é que nos faz temer perder uma dor? O que é que empurra para abismos profundos e nos ergue a qualquer montanha? O que é que nos faz temer a segurança e desejar o inseguro? O que é que me deixa só, na minha torre, a fazer perguntas blasfemas e inoportunas? O que é que me acompanha, dentro de mim, onde quer que eu vá, onde quer que eu esteja?.... O que é isto?

O mundo é arte

"Será que o vento precisa de nuvens? Será que o mar precisa de ondas? Será que a terra precisa de montanhas e vales? Será que o fogo precisa de luz ou chama? Quando é que se dá valor ou se repara nestas primeiras coisas, sequer, senão quando acompanhadas das segundas? Necessidade? Não. Os Deuses não tiveram necessidade de criar nada. Decidiram apenas fazer arte... A pintura de um céu azul com nuvens de cores variáveis. A dança de marés e ondas enrolando-se junto à praia ou erguendo-se em alto-mar, numa tempestade. A escultura de imponentes montanhas erguendo-se às planícies e de infindáveis desfiladeiros polidos. E o teatro de uma chama que como qualquer peça nem um início e um fim, variando em intensidade e fulgor consoante o aplauso do combustível. Necessidade? Não. O mundo é arte." Devaneios de uma gárgula....

Quot dies...

Todos os dias vejo o sol nascer. Tempos houve em que o via descer e lhe prometia "vai-te, senhor do Dia, eu te espero até voltares...". Hoje, todos os dias como hoje, vejo-o nascer apenas porque me mantenho a pé mais tempo do que Ele. Porque, mesmo nos dias mais longos, me levanto de minha cama quente quando a bola dourada ainda não se vê no Leste longínquo... E saúdo-o quando já vou em viagem, enquanto me encaminho para o meu dia. Antes de sair de casa, todos os dias, ensaio algo para comer ou beber e quebrar o jejum. Não é fome, é dever. É saber que o meu corpo precisa de sustento mais do que a minha consciência se apercebe. Pegar em algo de alimento para a jornada, partir antes que a família (ou o Mundo) sonhe em acordar. Chegado ao local onde o sono e o dever se fundem e confundem, ainda sem que a larga maioria das pessoas que conheço pense em acordar, esperam-me duas horas, talvez mais, de imobilidade erecta. Dividir e organizar. Compatibilizar, detectar erros, corrigí-l...