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Mensagens

Eu sou apenas e só uma gárgula...

Sempre me orgulhei da pouca quantidade de amigos que trazia comigo. Digo que trazia comigo porque só tenho duas asas e se tenho amigos tento protegê-los sempre que posso debaixo delas... Eis a minha torre: É alta e não tem portas nem portões o que significa que cá dentro só entra quem eu carrego com as minhas asas cá para cima, ou quem por artes e ofícios com cordas consegue trepar a íngreme e lisa parede cinzenta. Para que possam vê-la como eu próprio a vejo por ser minha, descrevê-la-ei: temos duas janelas, viradas uma para norte e a outra para poente; as paredes estão forradas a livros em estantes, dicionários, enciclopédias, coisas que leio e que não leio quando me obrigo à reclusão; ao centro, uma pequena mesa na qual raramente cabem mais de três livros grandes ou dois convivas em conversa e riso; ali ao "canto" (a torre é redonda) fica a minha cama, num espaço desocupado de estantes; em cima da mesa tenho uma lamparina a óleo que uso para ler à noite; entre estantes, um...

A pedido de muitas... meninas.

Para que não me acusem de desigualdade ou injustiça sexual, e dado a inesperada afluência de público feminino à minha modesta torre... (só há esta versão no you tube, mas também saiu em portugal uma semelhante, por isso...) aceitam-se sugestões para ocupar ainda mais este post... (II:Dragão Manco) ;b

A publicidade de hoje....

Há uns meses que me tem sido obrigado a dar testemunho de três meninas que me invadem a t.v. fazendo publicidade à netcabo deixando-me bastante constrangido... elas são jovens... giras... e muito, muito.... (pausa para tomar freio nas hormonas.... já está)interessantes. Depois de aparecerem todas molhadas com uma prancha de surf no meio e penduradas num helicóptero depois de um downhill brilhantemente executado por uns duplos, as meninas aparecem em negligés (não sei se se escreve assim, e pijamita na casa de um tipo a fazer "trim trim" acordando-o a meio da noite... é a gota de água para a paciência e submissão de um homem. Senão analisemos a questão e o dito spot ... Está um tipo na caminha, possivelmente depois de um cansativo dia de trabalho, aparenta ser solteiro ou divorciado e, dado o nível de arrumação da casa, podemos pressupor que é, portanto, gay. De repente, começa a ouvir um som vagamente semelhante a um telefone a tocar. Meio estremunhado, segue o som até à sal...

O Tony Carreira é a 15ª encarnação de Buda

Passou a Páscoa e reparei que não parodiei suficientemente a época como estou apostado em tornar meu lema... Assim... Continuando na onda da provocação sem intenção de ofensa, e visto que já parodiei bastante o Natal cristão, sinto-me no dever (senão na obrigação) de dar um pouco de baile a essa bela época que é o Pessach. Consta, ou dizem as más línguas que Jesus, O Cristo, era Judeu. Que foi a Jerusalem porque Pessach's a sério não se festejam em qualquer rua de Belém, nem num barzito da Samaria, mas sim no Templo de Jerusalém. O que o povo Hebraico festeja na Pascoa é, sem mais nem para quê, a fuga ou libertação do seu povo das garras do tirânico faraó que os explorava à bruta, não chegando, às vezes, a pagar o subsídio de alimentação, as férias e o 13º mês (para terem uma ideia da cena)! É mais ou menos assim que eu vejo a situação: Como todo o bom filho de um capitalista e/ou rico industrial ligado à construção civíl, Moisés, o filho adoptado do Faraó, deu em comuna. O pa...

A Balada do Caixão...

O meu vizinho é carpinteiro, Algibebe de Dona Morte, Ponteia e cose o dia inteiro, Fatos de pau de toda a sorte: Mogno, debruados de veludo, Flandres gentil, pinho do Norte... Ora eu que trago um sobretudo Que já me vai a aborrecer, Fui-me lá, ontem: (era Entrudo, Havia imenso que fazer...) - Olá, bom homem! quero um fato, Tem que me sirva? - Vamos ver... Olhou. mexeu na casa toda. - Eis aqui um bem barato. - Está na moda? - Está na moda. (Gostei e nem quis apreçá-lo: Muito justinho, pouca roda...) - Quando posso mandar vir buscá-lo? - Ao pôr-do-Sol. Vou dá-lo a ferro: (Pôs-se o homem a aplainá-lo...) Ó meus Amigos! salvo erro, Juro-o pela minha alma, pelo Céu: Nenhum de vós, ao meu enterro, Irá mais dândi, olhai! do que eu! Paris, 1891 Só - António Nobre